Envergo mas não quebro - Lenine
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Em tempos de tempestades, diversas adversidades
Eu me equilibro e requebro
É que sou tal qual a vara bamba de bambu-taquara
Eu envergo mas não quebro
Não é só felicidade que tem fim na realidade
A tristeza também tem
Tudo acaba, se inicia, temporal e calmaria
Noite e dia, vai e vem
Quando é má a maré, e quando já não dá pé
Não me revolto ou me queixo
E tal qual um barco solto sai do alto-mar revolto
Volto firme pro meu eixo
Em noite assim como esta, eu cantando numa festa
Ergo o meu copo e celebro
Os bons momentos da vida
E nos maus tempos da lida
Eu envergo mas não quebro
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